Tensão arterial normal por idade: a tabela oficial (2026)
Resposta curta: não existe uma tabela oficial de tensão arterial normal por idade. Em Portugal, a Norma n.º 001/2026 da Direção-Geral da Saúde aplica o mesmo limiar a todos os adultos com 18 ou mais anos: fala-se de hipertensão a partir de 140/90 mmHg medidos no gabinete médico, tenha a pessoa 25, 52 ou 78 anos. O que muda com a idade não é o valor que define a doença. É a probabilidade de a ter — 11% entre os 15 e os 34 anos, 44% entre os 35 e os 64, 77% a partir dos 65 — e a frequência com que convém medir.
Existe uma tabela de tensão arterial normal por idade?
Não existe. A Norma DGS n.º 001/2026, publicada a 4 de março de 2026, usa um único limiar de diagnóstico — 140/90 mmHg no gabinete médico — para toda a população adulta com 18 ou mais anos. As duas únicas situações que a norma deixa de fora do seu âmbito são a gravidez e a hipertensão secundária. A idade não é uma delas.
As tabelas que circulam em sites de saúde, com linhas do género «aos 60 anos é normal até 150/90», não têm base nas orientações oficiais em vigor, nem nas portuguesas nem nas europeias. São um resquício de recomendações anteriores a 2003, que toleravam valores mais altos em pessoas idosas por se assumir que a subida da tensão fazia parte do envelhecimento normal.
O problema dessas tabelas não é serem antigas. É darem permissão.
Um homem de 68 anos que veja 152/88 numa linha marcada como «normal para a sua idade» tem uma boa razão para não falar disso na próxima consulta — e, pela norma atual, esse valor é hipertensão.
Quais são os valores oficiais da tensão arterial em Portugal?
O Quadro 1 da Norma DGS n.º 001/2026 divide a pressão arterial em três categorias. Medida no gabinete médico, a classificação é esta:
A categoria do meio é a novidade. Foi introduzida pelas guidelines da Sociedade Europeia de Cardiologia de outubro de 2024 (McEvoy e col., European Heart Journal), que substituíram a antiga gradação de 2018 — ótima, normal e normal-alta — por um único degrau intermédio chamado PA elevada. A ideia é identificar mais cedo quem tem risco cardiovascular aumentado e ainda não atingiu o limiar de hipertensão, para intervir no estilo de vida e, em pessoas com risco a 10 anos igual ou superior a 10%, ponderar também tratamento farmacológico.
Repare no que isto significa para quem procura «valores normais». O antigo 120/80, repetido durante duas décadas como sinónimo de tensão perfeita, já não cai na categoria mais baixa da norma portuguesa: 120/80 no gabinete é PA elevada, não PA não elevada.
Porque é que os valores mudam consoante o método de medição?
Porque a mesma pessoa dá números diferentes conforme o sítio onde é medida, e a norma corrige isso baixando os limiares fora do gabinete. Estar num consultório sobe a tensão de muita gente — daí que o valor que define hipertensão em casa seja mais baixo do que o valor que a define no médico.
O Quadro 1 da norma dá os cinco cenários:
| Método de medição | PA não elevada | PA elevada | Hipertensão |
|---|---|---|---|
| Gabinete médico | <120/70 | 120/70 a <140/90 | ≥140/90 |
| Auto-medição em casa | <120/70 | 120/70 a <135/85 | ≥135/85 |
| MAPA — período diurno | <120/70 | 120/70 a <135/85 | ≥135/85 |
| MAPA — período noturno | <110/60 | 110/60 a <120/70 | ≥120/70 |
| MAPA — média de 24 horas | <115/65 | 115/65 a <130/80 | ≥130/80 |
MAPA é a monitorização ambulatória da pressão arterial: um aparelho automático que a pessoa leva durante 24 horas e que mede sozinho ao longo do dia e da noite, incluindo durante o sono.
Confundir os limiares é um erro com consequências práticas. Alguém que meça 138/86 em casa e compare esse valor com o número que ouviu no médico — 140/90 — conclui que está dentro da norma. Pelo limiar da auto-medição, 138/86 é hipertensão.
O que significam o número de cima e o número de baixo?
O primeiro número é a pressão sistólica — a pressão nas artérias no momento em que o coração contrai e empurra o sangue. O segundo é a pressão diastólica, a que fica entre batimentos, com o coração relaxado. Em 140/90 mmHg, 140 é a sistólica e 90 a diastólica.
Em Portugal, muita gente chama-lhes tensão máxima e tensão mínima, e as pesquisas mostram que esses são os termos com que a maior parte das pessoas pensa no assunto. Máxima é a sistólica, mínima é a diastólica. São os mesmos dois números, com nomes diferentes.
Há ainda a leitura popular «12 por 8» ou «13 por 8», que aparece nas pesquisas tal e qual. Corresponde a 120/80 e 130/80 mmHg: é a mesma medida com a vírgula noutro sítio. E sim, tensão arterial e pressão arterial são a mesma coisa — ambos os termos são usados em português europeu, e a dúvida sobre se serão conceitos diferentes é uma das mais frequentes nas pesquisas portuguesas.
Então o que muda mesmo com a idade?
Muda a probabilidade de ter a doença, e muda muito. Uma revisão sistemática com meta-análise publicada na Revista Portuguesa de Cardiologia em março de 2026 juntou os estudos de prevalência feitos em Portugal e encontrou esta distribuição:
| Faixa etária | Prevalência de hipertensão |
|---|---|
| 15–34 anos | 11% (IC 95%: 5–18%) |
| 35–64 anos | 44% (IC 95%: 39–50%) |
| ≥65 anos | 77% (IC 95%: 72–81%) |
Na população adulta em geral, a prevalência foi de 31%, com 34% nos homens e 33% nas mulheres. Um pormenor dessa revisão vale por si: quando a tensão foi medida, a prevalência deu 38%; quando foi apenas perguntada às pessoas, deu 24%. A diferença entre estes dois números é gente com hipertensão que não sabe que a tem.
O Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, o INSEF de 2015, chegou a valores da mesma família: prevalência de 36% entre os 25 e os 74 anos, a subir de 12,1% no grupo dos 25 aos 44 anos até 71,3% no grupo mais idoso. Nesse inquérito, 69,8% dos hipertensos sabiam da sua condição e 69,4% referiram estar a tomar medicação anti-hipertensora. Comparando com estudos anteriores — 42,1% no estudo PAP de 2003 e 42,2% no PHYSA de 2011-12 — a tendência portuguesa é de descida ligeira ao longo do tempo.
A segunda coisa que muda com a idade está escrita na própria norma, e não é um valor: é a frequência de rastreio. A DGS recomenda avaliar a pressão arterial pelo menos de três em três anos nos adultos com menos de 40 anos, e todos os anos a partir dos 40.
Qual é a tensão normal aos 40, 50, 60 ou 70 anos?
É a mesma em todas essas idades: abaixo de 140/90 mmHg no gabinete não se faz diagnóstico de hipertensão, e abaixo de 120/70 mmHg a norma classifica a pressão como não elevada.
Não há uma linha diferente para os 50 anos e outra para os 70.
O que a idade acrescenta é contexto, não tolerância. Aos 70 anos, a probabilidade de um valor alto ser mesmo hipertensão instalada é muito maior do que aos 30, porque três em cada quatro pessoas desse grupo etário em Portugal têm a doença. Isso é um argumento para medir com mais frequência e confirmar mais depressa — não para aceitar o valor como normal para a idade.
A idade é um fator de risco reconhecido para desenvolver hipertensão arterial, a doença de que esta classificação trata. A norma inclui-a entre os fatores não modificáveis, ao lado da genética e da história familiar, em contraste com os modificáveis — sal, peso, sedentarismo, álcool e tabaco. Ser um fator de risco e ser uma justificação são coisas diferentes: a idade explica porque a tensão sobe, não torna aceitável que suba.
A idade muda os alvos do tratamento?
Aqui sim, e é o único ponto da norma portuguesa onde a idade aparece associada a números. O alvo terapêutico recomendado pela Norma DGS n.º 001/2026 é uma pressão sistólica de 120-129 mmHg e uma diastólica de 70-79 mmHg, medidas preferencialmente fora do gabinete, por auto-medição ou MAPA.
Esse alvo não se aplica de forma generalizada a pessoas com fragilidade e/ou com 85 anos ou mais que apresentem hipotensão ortostática sintomática antes do tratamento, a pessoas com esperança de vida inferior a três anos, ou com risco elevado de morte não cardiovascular, incluindo doença renal crónica grave. Nesses casos aplica-se o princípio ALARA — as low as reasonably achievable, a pressão mais baixa que for razoavelmente possível atingir sem causar problemas.
Note a diferença entre as duas coisas. Isto é um alvo de tratamento, para pessoas já diagnosticadas e já medicadas, decidido caso a caso por um médico. Não é um limiar de diagnóstico, e muito menos uma tabela de valores normais por idade. Continua a não existir idade a partir da qual 150/95 passe a ser normal.
A hipotensão ortostática referida acima tem definição própria na norma: uma descida de 20 mmHg ou mais na sistólica, e/ou de 10 mmHg ou mais na diastólica, entre o primeiro e o terceiro minuto depois de a pessoa passar de sentada ou deitada para de pé. É uma das razões pelas quais baixar a tensão a toda a força, em pessoas muito idosas e frágeis, pode fazer mais mal do que bem.
E nas crianças, nos adolescentes e na gravidez?
Esta página não cobre nenhum desses casos, e a razão é a mesma pela qual não publicamos uma tabela por idade: a fonte que usamos não os inclui. A Norma DGS n.º 001/2026 aplica-se a pessoas com 18 ou mais anos e exclui expressamente as grávidas do seu âmbito.
Ou seja, os valores que circulam para «pressão arterial normal de criança de 10 anos» — muito procurados, a julgar pelas pesquisas — não vêm desta norma. Em pediatria os valores de referência dependem da idade, da altura e do sexo, e a leitura tem de ser feita por quem tem essas tabelas em mãos. Para uma criança ou um adolescente, isso é conversa para o pediatra. Na gravidez, para o médico ou obstetra que acompanha a gestação, porque as regras de vigilância e de decisão são outras.
Um valor alto numa única medição já é hipertensão?
Não. O diagnóstico não se faz com uma leitura isolada, e a norma é explícita sobre o que fazer a seguir. Uma pressão arterial igual ou superior a 180/100 mmHg, mesmo sem sintomas, deve ser confirmada com medições adicionais na mesma avaliação clínica, excluindo emergência hipertensiva. Quando a suspeita não puder ser confirmada de imediato, a pessoa deve ser reavaliada em consulta a curto prazo: em menos de três meses no caso geral, ou em menos de um mês se a pressão estiver entre 160-180/100-110 mmHg.
Antes de tirar conclusões de um número, garanta que o número está bem medido. A norma pede repouso sentado de pelo menos cinco minutos, nada de café, tabaco ou exercício nos 30 minutos anteriores, braço apoiado ao nível do coração, pernas não cruzadas, e pelo menos três medições com um a dois minutos de intervalo, considerando a média das duas últimas. Na primeira avaliação mede-se nos dois braços e passa a usar-se sempre o braço com valor mais alto.
Há ainda dois padrões que baralham quem mede em casa e que a norma define com precisão. Na hipertensão da bata branca, a pressão está acima de 140/90 mmHg no gabinete mas normal em ambulatório — abaixo de 135/85 na auto-medição ou de 130/80 na MAPA de 24 horas. Na hipertensão mascarada acontece o inverso: valores normais no gabinete e elevados em casa. É por isso que um único valor, medido num único sítio, não decide nada.
A Norma DGS n.º 001/2026 define emergência hipertensiva como uma pressão arterial igual ou superior a 180/110 mmHg acompanhada de disfunção aguda de órgão-alvo, habitualmente com sintomas: dores de cabeça, alterações da visão, dor no peito, falta de ar, tonturas ou outros défices neurológicos. Nessa situação a indicação é o serviço de urgência hospitalar, não uma consulta na semana seguinte. O que distingue esta situação de uma tensão simplesmente alta está explicado em quando é preciso ir para a urgência.
Perante estes sinais, ligue 112.
Note que o valor da norma portuguesa é 180/110 mmHg. O número 180/120, que se lê em muitos sites em português, vem das guidelines norte-americanas da American Heart Association e não é o que a DGS usa. Se está a comparar o seu valor com um limiar lido na internet, confirme de que país é o limiar.
Tirando esse cenário, a doença corre calada quase sempre. Foi por isso que a Organização Mundial da Saúde lhe chamou assassino silencioso no relatório global de 2023, e é por isso que a estratégia recomendada passa por rastrear em vez de esperar por queixas.
Sentir-se bem não é informação sobre a sua tensão arterial. Só o valor medido é. Sobre o que as pessoas costumam sentir, e o que isso quer dizer mesmo, veja o que se sente com a tensão alta.
Porque é que estes números importam mais do que parecem
Porque a relação entre valores e risco é contínua e conhecida há décadas. O Prospective Studies Collaboration Group publicou em 2002, na The Lancet, a análise que ainda hoje é citada pela norma portuguesa: em pessoas dos 40 aos 69 anos, por cada aumento de 20 mmHg na pressão sistólica ou de 10 mmHg na diastólica, o risco de doença cardíaca isquémica ou de AVC fatais duplica.
Do lado inverso, as meta-análises citadas na mesma norma sobre tratamento com anti-hipertensores mostram que, por cada redução de 10 mmHg na sistólica, se observa menos 25% de eventos cardiovasculares, menos 35% de AVC e menos 20% de mortalidade cardiovascular — com benefício semelhante entre as várias classes de fármacos.
Os estudos INTERHEART e INTERSTROKE puseram número no peso da hipertensão: 17,9% do risco populacional atribuído ao enfarte do miocárdio, 34,6% ao AVC.
Em Portugal isto não é abstrato. A hipertensão é o fator de risco cardiovascular mais frequente na Europa, afetando 36% das mulheres e 41% dos homens em 2019, e o país está entre os europeus com maior mortalidade por doenças cérebro-cardiovasculares. Se os seus valores estão acima do limiar, a pergunta seguinte é o que fazer com eles — e antes de tudo o resto há um conjunto de medidas de estilo de vida cujo efeito já foi medido em mmHg: veja como baixar a tensão arterial.
O que se resolve aqui e o que é para consulta
Aqui encontra a classificação oficial portuguesa em vigor, com a fonte e a data ao lado de cada número, mais os dados de prevalência que explicam a relação real entre idade e tensão arterial. Serve para interpretar um valor que já mediu e para saber se justifica marcar consulta.
Não serve para diagnóstico. Classificar uma leitura numa das três categorias da norma não é a mesma coisa que ter hipertensão diagnosticada: isso exige confirmação, avaliação de risco cardiovascular global e, por vezes, exclusão de causas secundárias — tudo trabalho de um médico com o seu histórico à frente. Também não indicamos aqui qualquer tratamento, medicamento ou suplemento.
Porque não publicamos uma tabela de valores por idade
Porque teríamos de a inventar. Publicar uma tabela com «normal aos 60: até 145/90» daria a esta página exatamente o formato que a pesquisa pede, e é por isso que tantos sites o fazem. Só que não existe nenhuma fonte oficial atual — portuguesa ou europeia — de onde copiar esses valores, e a única forma de os apresentar seria repescar recomendações abandonadas há mais de vinte anos.
O prejuízo de uma tabela dessas não é teórico: ela funciona como autorização para ignorar um valor que a norma classificaria como hipertensão, precisamente no grupo etário onde a doença é mais frequente e mais perigosa. Preferimos responder o que a fonte diz, mesmo quando a resposta é menos cómoda do que uma tabela bonita.
Fontes utilizadas
- Norma DGS n.º 001/2026, de 04/03/2026 — «Abordagem diagnóstica e terapêutica da pessoa com hipertensão arterial» (Quadro 1, rastreio, alvos terapêuticos, emergência hipertensiva; inclui as citações de Prospective Studies Collaboration/The Lancet 2002, INTERHEART, INTERSTROKE e Wei e col./JAMA Network Open 2020): https://www.dgs.pt/normas-orientacoes-e-informacoes/normas-e-circulares-normativas/norma-n-0012026-de-04032026-abordagem-diagnostica-e-terapeutica-da-pessoa-com-hipertensao-arterial.aspx
- Guidelines ESC 2024 para hipertensão — McEvoy e col., European Heart Journal, out. 2024;45(38):3912-4018 (categoria «PA elevada»): https://www.escardio.org/news/press/press-releases/New-ESC-Hypertension-Guidelines-recommend-intensified-BP-targets-and-introduce-a-novel-elevated-blood-pressure-category-to-better-identify-people-at-risk-for-heart-attack-and-stroke/
- «Hypertension prevalence in Portugal» — revisão sistemática e meta-análise, Revista Portuguesa de Cardiologia, vol. 45 n.º 3, mar. 2026, pp. 149-162, DOI 10.1016/j.repc.2025.11.008: https://revportcardiol.org/pt-hypertension-prevalence-in-portugal-a-articulo-S0870255126000284
- INSEF 2015 — Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico, Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (publicado 08/08/2017): https://www.insa.min-saude.pt/artigo-prevalencia-de-hipertensao-arterial-em-portugal-resultados-do-primeiro-inquerito-nacional-com-exame-fisico-insef-2015/
- Organização Mundial da Saúde — Global report on hypertension: the race against a silent killer (2023): https://www.who.int/publications/i/item/9789240081062
- STRIDE BP — listagem internacional de aparelhos de medição validados, referenciada pela Norma DGS: https://www.stridebp.org
- Badila E. «2024 ESC Guidelines for the management of elevated blood pressure
and hypertension — How practical is it for clinical practice?».
International Journal of Cardiology: Cardiovascular Risk and Prevention,
- DOI 10.1016/j.ijcrp.2024.200341 — cita a definição da ESC 2024 na forma literal «office systolic BP ≥140 mmHg or office diastolic BP ≥90 mmHg»: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11993831/
Perguntas frequentes
Qual é a tensão arterial normal de um adulto?
Qual é a tensão arterial normal de um adulto?
Abaixo de 120/70 mmHg no gabinete médico, segundo a Norma DGS n.º 001/2026. Entre 120/70 e 140/90 a classificação é PA elevada, e a partir de 140/90 fala-se de hipertensão. Estes valores valem para qualquer adulto com 18 ou mais anos.
Qual é a tensão arterial normal aos 70 anos?
Qual é a tensão arterial normal aos 70 anos?
A mesma que aos 30: o limiar de hipertensão continua a ser 140/90 mmHg no gabinete. Aos 70 anos muda a probabilidade de ter a doença — 77% das pessoas com 65 ou mais anos em Portugal são hipertensas — e a recomendação de medir todos os anos, não o valor de referência.
A tensão arterial normal para idosos é mais alta?
A tensão arterial normal para idosos é mais alta?
Não, segundo as orientações em vigor. A ideia de que valores mais altos são aceitáveis na terceira idade vem de recomendações anteriores a 2003 e não é seguida pela norma portuguesa de 2026 nem pelas guidelines europeias de 2024.
Qual é a tensão arterial ideal aos 50 anos?
Qual é a tensão arterial ideal aos 50 anos?
Aos 50 anos aplicam-se as mesmas três categorias de todos os adultos: PA não elevada abaixo de 120/70 mmHg, PA elevada entre 120/70 e 140/90, hipertensão a partir de 140/90. A partir dos 40 anos a norma recomenda medir a tensão anualmente.
13/8 é uma tensão normal?
13/8 é uma tensão normal?
«13 por 8» corresponde a 130/80 mmHg. Medido no gabinete, esse valor cai na categoria PA elevada, entre 120/70 e 140/90 — não é hipertensão, mas também já não é o intervalo mais baixo da classificação. Medido pela MAPA de 24 horas, 130/80 já é o limiar de hipertensão.
Os valores da tensão normal mudaram?
Os valores da tensão normal mudaram?
Sim. As guidelines europeias de outubro de 2024 criaram a categoria PA elevada (120-139/70-89 mmHg no gabinete), substituindo a antiga divisão entre ótima, normal e normal-alta de 2018. A Norma DGS n.º 001/2026 foi o primeiro documento nacional a incorporar essa mudança e substituiu as normas de 2011.
Tensão arterial e pressão arterial são a mesma coisa?
Tensão arterial e pressão arterial são a mesma coisa?
São. Em português europeu os dois termos são usados como sinónimos, tanto pelas pessoas como pelos documentos clínicos, e hipertensão é o nome médico para valores persistentemente acima do limiar.
E se só um dos números estiver alto?
E se só um dos números estiver alto?
Basta um. As guidelines ESC 2024, que a norma portuguesa incorpora, definem hipertensão como pressão sistólica ≥140 mmHg ou diastólica ≥90 mmHg no gabinete — não é preciso que os dois valores estejam acima do limiar. Quando os dois números caem em categorias diferentes, vale a categoria mais alta: 150/85 é hipertensão pela sistólica, 130/95 é hipertensão pela diastólica. Como em qualquer leitura, uma medição isolada não fecha o diagnóstico — é preciso confirmar com medições repetidas e em consulta.
Com que frequência devo medir a tensão arterial?
Com que frequência devo medir a tensão arterial?
A Norma DGS n.º 001/2026 recomenda avaliação pelo menos de três em três anos nos adultos com menos de 40 anos e anualmente a partir dos 40. Quem já tem diagnóstico ou tratamento segue a periodicidade indicada pelo médico.
Qual é a pressão arterial normal de uma criança?
Qual é a pressão arterial normal de uma criança?
Não é possível responder com a fonte usada nesta página: a Norma DGS n.º 001/2026 aplica-se a pessoas com 18 ou mais anos. Em pediatria os valores de referência variam com a idade, a altura e o sexo, e a leitura pertence ao pediatra.
E na gravidez?
E na gravidez?
A gravidez está expressamente excluída do âmbito da Norma DGS n.º 001/2026, o que significa que os limiares desta página não se aplicam. A vigilância da tensão arterial na gravidez segue regras próprias e é acompanhada pelo médico ou obstetra.