Como baixar a tensão: o que resulta mesmo e em quanto tempo
Resposta curta: não existe nenhum gesto caseiro com efeito demonstrado para fazer descer a tensão arterial em minutos, e procurá-lo é a parte perigosa da pergunta. O que está medido em ensaios clínicos anda todo na mesma escala de tempo — semanas a meses — e na mesma ordem de grandeza: mudar a alimentação e mexer o corpo, em conjunto, pode valer quase 10 mmHg na tensão máxima e até 6 mmHg na mínima, segundo a norma portuguesa em vigor. Com 180/110 mmHg ou mais e, ao mesmo tempo, aperto no peito, falta de ar, visão que muda de repente, dor de cabeça violenta ou fraqueza súbita num lado do corpo, a resposta certa não é baixar a tensão em casa: é ligar 112.
Esta página junta a Norma DGS n.º 001/2026 — o documento oficial português publicado a 4 de março de 2026 — às meta-análises que sustentam cada medida. Cada número tem a fonte ao lado.
Não, e a tentativa é o próprio risco. Nenhuma das fontes oficiais portuguesas prevê um procedimento doméstico para fazer descer valores tensionais de imediato — o que a Norma DGS 001/2026 prevê para valores muito altos é outra coisa: repetir a medição e afastar uma emergência.
A resposta muda conforme o valor e conforme haja ou não queixas:
- ≥180/110 mmHg com sintomas. Dor de cabeça intensa, alterações da visão, dor no peito, dificuldade em respirar, tonturas fortes ou qualquer défice neurológico novo, com a tensão nestes valores, correspondem à definição de emergência hipertensiva da norma portuguesa: o destino é o serviço de urgência hospitalar. Ligue 112.
- ≥180/100 mmHg sem queixa nenhuma. A norma manda repetir a medição na mesma avaliação e excluir emergência. Isso faz-se com um profissional, não sozinho em casa.
- 160-180/100-110 mmHg. O prazo de reavaliação encurta: consulta em menos de um mês, contra os três meses admitidos nas situações menos extremas.
Fica um pormenor que circula errado em português: o limiar 180/120 mmHg vem de recomendações norte-americanas. Em Portugal o número em vigor é 180/110 mmHg. A diferença entre urgência e emergência está detalhada em crise hipertensiva.
Há ainda o caso mais frequente de todos: o valor assustou, mas foi mal medido. Correr para o aparelho depois de um susto, de um café ou de subir escadas produz leituras altas que não descrevem a tensão habitual. O protocolo oficial pede cinco minutos sentado a descansar e trinta minutos sem café nem tabaco — detalhe em como medir a tensão.
Quanto é que a tensão desce mesmo sem medicamentos?
Quase 10 mmHg na máxima e até 6 mmHg na mínima, quando se combinam alimentação e exercício físico. O número é da fundamentação científica da Norma DGS 001/2026, que acrescenta uma leitura importante: essa descida pode chegar para controlar sozinha os casos classificados como «PA elevada», e nos casos já diagnosticados como hipertensão serve de apoio ao tratamento, não de substituto.
Isoladas, as medidas valem menos. A tabela reúne o que cada uma tem medido:
| Medida | O que a fonte recomenda | Efeito na tensão máxima |
|---|---|---|
| Alimentação + exercício, em conjunto | Norma DGS n.º 001/2026 | quase 10 mmHg (mínima até 6 mmHg) |
| Padrão alimentar DASH, versão completa | 17 ensaios aleatorizados, 2 561 participantes | −6,74 mmHg (IC95%: −8,25 a −5,23) |
| Padrão DASH, versão modificada | 10 ensaios aleatorizados | −3,26 mmHg (IC95%: −5,58 a −0,94) |
| Sal abaixo de 5 g por dia | DGS e Organização Mundial da Saúde | não quantificado em separado; ao sódio a mais é atribuída cerca de 30% da hipertensão |
| Álcool abaixo de 100 g por semana | Norma DGS n.º 001/2026 | não quantificado; a subida provocada pelo álcool depende da dose |
| Peso: IMC entre 20 e 25 kg/m² | Norma DGS n.º 001/2026 | não quantificado nas fontes consultadas |
A comparação entre as duas versões do DASH é o dado mais honesto desta tabela. A dieta original, mais exigente, rendeu −6,74 mmHg na máxima e −3,54 mmHg na mínima. A versão aliviada, criada para ser mais fácil de cumprir, ficou-se por −3,26 mmHg — praticamente metade. E rendeu mais a quem entrou nos ensaios já com 140/90 mmHg ou acima do que a quem entrou com números mais modestos.
Ou seja: quem tem tensão alta a sério é quem mais tem a ganhar, e a facilidade custa metade do resultado.
O que é que muda com 5 ou com 10 mmHg a menos?
Muda o risco de acontecer alguma coisa grave, e está quantificado nas meta-análises citadas pela norma portuguesa:
| Descida na tensão máxima | Redução associada no risco |
|---|---|
| 5 mmHg | 10% de eventos cardiovasculares major, com ou sem doença cardiovascular prévia (Rahimi et al., The Lancet, 2021) |
| 10 mmHg | 20% de eventos major, 29% de AVC, 28% de insuficiência cardíaca e 13% de mortalidade por todas as causas (Ettehad et al., The Lancet, 2016) |
Quanto mais alto o ponto de partida, maior o ganho. E repare-se na escala: 5 mmHg são uma descida modesta, ao alcance de mudanças de estilo de vida — e já mexem no que importa.
Sal: quanto é «pouco sal», em números?
Menos de 5 gramas por dia, o equivalente a menos de 2 000 mg de sódio, ou grosso modo uma colher de chá rasa. É o valor recomendado tanto pela norma portuguesa como pela Organização Mundial da Saúde.
O contraste com a realidade é a parte que raramente se lê. O consumo médio mundial rondava, em 2021, os 4 278 mg de sódio por dia — cerca de 11 g de sal, mais do dobro do recomendado. À ingestão excessiva de sódio é atribuída aproximadamente 30% da prevalência de hipertensão, e a OMS associou o excesso de sal a 1,7 milhões de mortes em 2023.
Há um segundo lado, menos divulgado, que a norma trata em separado: o potássio. Quem não tem doença renal crónica moderada nem grave, e come muito sódio, deve aumentar a fruta e os legumes; o sal enriquecido em potássio é uma hipótese a ponderar, sempre com vigilância periódica do potássio no sangue. Não é o mesmo conselho que «tirar o saleiro» — funciona pelos dois lados ao mesmo tempo. A lista de alimentos está em alimentação e tensão alta.
Que exercício, quanto tempo e quantas vezes por semana?
A Norma DGS 001/2026 fixa duas alternativas equivalentes e um complemento:
- exercício aeróbico moderado, pelo menos 150 minutos por semana — na prática, 30 minutos ou mais em 5 a 7 dias;
- ou exercício vigoroso, pelo menos 75 minutos por semana, distribuídos por 3 dias;
- treino de resistência ligeiro a moderado, 2 a 3 vezes por semana, somado ao aeróbico e nunca em vez dele.
É a única medida da lista que aparece com prescrição de dose completa: intensidade, duração, frequência e tipo. O número de quase 10 mmHg citado acima pressupõe exatamente esta combinação com a alimentação — exercício sozinho não tem, nas fontes consultadas, um valor próprio quantificado.
Peso, álcool e tabaco: os números concretos
Peso. Os alvos da norma são um índice de massa corporal entre 20 e 25 kg/m² e um perímetro abdominal abaixo de 94 cm nos homens e de 80 cm nas mulheres.
Álcool. O limite recomendado fica abaixo de 100 g por semana. Em bebidas concretas, a norma dá dois exemplos equivalentes: 200 ml de cerveja por dia, ou um copo de 50 ml de vinho. Acrescenta que deixar de beber é preferível a cumprir o limite — e a razão está no anexo da própria norma, onde o álcool figura entre as substâncias que fazem subir a tensão de forma sustentada, quanto maior a dose.
Tabaco. A cessação tabágica entra nas medidas de estilo de vida, incluindo os cigarros eletrónicos, e a norma pede ainda proteção contra o fumo ambiental — quem fuma ao lado conta.
Respirar fundo, meditar e relaxar baixam a tensão?
Não estão na lista oficial. As intervenções de estilo de vida enumeradas no ponto 20 da Norma DGS 001/2026 são sal, potássio, padrão alimentar, álcool, exercício, peso e tabaco. Técnicas de respiração, meditação ou relaxamento não constam desse conjunto, e não recolhemos nenhuma meta-análise sobre elas para esta página. Dizer que baixam a tensão seria dar uma certeza que não temos.
O que existe é evidência ao lado, e convém não a confundir com esta. Num ensaio aleatorizado e duplamente cego de 12 semanas, publicado em 2023 em doentes com diabetes tipo 2 e depressão, a Melissa officinalis melhorou de forma significativa as pontuações de ansiedade e depressão face ao placebo — e, no mesmo ensaio, não produziu diferença significativa na tensão arterial. Melhorar a ansiedade e baixar a tensão não são a mesma conquista.
Há, isso sim, um efeito indireto e real: a ansiedade no momento da medição inflaciona o valor lido. Quem mede em pânico obtém um número que descreve o pânico. O repouso de cinco minutos previsto no protocolo existe para isso.
O que não fazer quando a tensão sobe
Comprimidos de outra pessoa. Não. A norma portuguesa descreve o tratamento farmacológico como uma escolha clínica: começa-se em regra por dois fármacos em dose baixa, escolhidos entre inibidores do sistema renina-angiotensina-aldosterona, antagonistas dos canais de cálcio e diuréticos tiazídicos, e reavalia-se ao fim de 1 a 3 meses. Nada nesse desenho corresponde a uma dose avulsa tomada num momento de susto.
Nifedipina debaixo da língua. A receita popular de pôr um comprimido debaixo da língua tem uma resposta oficial em Portugal, e é frontal. A DGS escreve, na Informação n.º 009/2014, que «a utilização de nifedipina sublingual leva a uma descida de PA não previsível nem controlável, pelo que está contraindicada». O captopril pela mesma via também não é recomendado, e a dose de captopril não deve ser repetida em menos de duas horas.
Pressa. O mesmo documento diz que não há vantagem na descida rápida da tensão arterial e que esta pode até ser prejudicial: numa urgência hipertensiva, sem lesão aguda de órgão, a redução prevista é gradual, ao longo de 24 a 48 horas, com medicação oral e vigilância em ambulatório. Um valor ≥180/100 mmHg pede exatamente o contrário do improviso: confirmação da medição e exclusão de emergência por quem tem formação para isso. Descrevemos à parte o que se passa a seguir, já no hospital.
Produtos «naturais». Não são automaticamente neutros. O Anexo III da Norma DGS 001/2026 lista substâncias de uso comum que sobem a tensão arterial:
| Grupo | Exemplos listados na norma |
|---|---|
| Analgésicos e anti-inflamatórios | AINEs (subida ligeira, dependente da dose); paracetamol em uso quase diário |
| Constipações e alergias | descongestionantes nasais com fenilefrina ou pseudoefedrina |
| Hormonas | estrogénios e progestagénios; glucocorticoides |
| Sistema nervoso | antidepressivos ISRN; modafinil, anfetaminas, metilfenidato |
| Plantas e produtos «naturais» | alcaçuz, hipericão (erva de São João), ioimbina, ginseng em doses elevadas, efedra/ma-huang |
| Outros | álcool; ciclosporina e tacrolimus; agentes estimuladores da eritropoietina; sibutramina |
A linha das plantas é a que costuma apanhar as pessoas desprevenidas: alcaçuz e hipericão vendem-se sem receita e aparecem em chás e suplementos.
E o café? Aqui a norma desmente o mito em vez de o confirmar: o hábito de tomar café não aparece ligado a risco cardiovascular acrescido. Quem sai mal na fotografia são as bebidas energéticas — cafeína somada a taurina —, que o documento manda pôr de lado. Não há contradição nenhuma com o protocolo de medição: uma coisa é a bica de todos os dias, outra é a bica na meia hora antes de pôr a braçadeira, que empurra a leitura para cima.
E os suplementos, ajudam a baixar a tensão?
Alguns têm efeito medido, e é da mesma ordem de grandeza das medidas alimentares — não maior. No subgrupo de pessoas já hipertensas, o alho baixou a máxima em 8,38 mmHg numa meta-análise de 11 ensaios, resultado praticamente repetido em 2025 numa atualização com 20 ensaios e 970 participantes (−8,7 mmHg). O hibisco, em 17 ensaios reunidos em 2022, deu −7,10 mmHg na máxima, sem significado estatístico na mínima.
Há duas ressalvas que mudam a leitura destes números. As doses testadas são concretas — 600 a 900 mg por dia de pó de alho nos ensaios de referência — e muitos produtos à venda não declaram quanto trazem.
Depois há o que falta a todos eles. Nenhum destes compostos tem ensaios de desfecho clínico, isto é, ninguém demonstrou que reduzam AVC ou mortalidade, ao contrário do que está estabelecido para a descida de tensão em si.
A comparação ingrediente a ingrediente, com doses, preços e nível de evidência, está na análise dos suplementos para a tensão.
Em quanto tempo é que a tensão baixa?
Semanas a meses, e não é uma evasiva — é a escala de tempo em que os próprios documentos trabalham. A norma portuguesa reavalia o efeito de um tratamento iniciado ao fim de 1 a 3 meses. Quando os valores rondam os 160-180 de máxima e os 100-110 de mínima, encurta a consulta seguinte para menos de 30 dias; nas restantes situações por confirmar, admite até três meses. Do lado dos ensaios, a meta-análise de dose-resposta do hibisco encontrou os efeitos mais claros precisamente nos estudos com mais de 4 semanas de duração.
Nenhuma das fontes que reunimos atribui a cada medida isolada um prazo próprio — quantos dias até o sal fazer diferença, quantas semanas até o exercício contar. É uma lacuna real da fatura desta página, e preferimos assinalá-la a preencher com um número inventado.
Como saber se está mesmo a resultar
Medindo com método e comparando registos, não sensações. Em auto-medição, o limiar de hipertensão é 135/85 mmHg — mais baixo do que os 140/90 mmHg do consultório, porque em casa a tensão tende a ser menor. Usar o valor errado leva a conclusões erradas nos dois sentidos.
O procedimento que a norma descreve para cada sessão: três medições com 1 a 2 minutos de intervalo, ficando com a média das duas últimas; medições adicionais se a diferença entre elas passar de 10 mmHg; braço apoiado à altura do coração; aparelho validado. Na estreia medem-se os dois braços, e daí em diante fica-se pelo braço onde a leitura saiu mais alta.
A norma sugere ainda registar as leituras na aplicação do SNS 24, o que facilita o acompanhamento por profissionais entre consultas. O passo a passo completo está reunido em medir a tensão em casa.
E se a tensão não descer, mesmo com tudo isto?
Aí a pergunta passa a ser outra, e tem nome clínico. Fala-se de hipertensão resistente quando a tensão de consultório se mantém acima de 140/90 mmHg apesar das medidas de estilo de vida e de três classes tomadas na dose máxima que a pessoa tolera: diurético tiazídico, bloqueador do sistema renina-angiotensina-aldosterona e antagonista dos canais de cálcio.
Antes de assumir resistência verdadeira, a norma manda excluir a pseudo-resistência — que é frequente e tem causas banais:
- medicação tomada de forma irregular;
- efeito de bata branca, com valores altos só no consultório;
- técnica de medição incorreta;
- inércia clínica, com o tratamento nunca ajustado;
- calcificação da artéria braquial, que falseia a leitura.
A lista de fatores associados repete quase tudo o que esta página já cobriu: excesso de peso, sedentarismo, sal e álcool a mais, e fármacos que sobem a tensão. Quem tem hipertensão resistente ou uma causa secundária deve ser referenciado para centros com experiência na área.
Um número final, para calibrar expectativas: o alvo de tratamento da norma é uma máxima de 120 a 129 mmHg e uma mínima de 70 a 79 mmHg, de preferência aferidas fora do gabinete médico. Quando não é possível chegar lá por intolerância, aplica-se o princípio de descer o que for razoavelmente possível — e não o de forçar até ao número redondo.
Onde este guia passa a palavra ao médico
Aqui estão reunidas as medidas com efeito medido, o número de mmHg associado a cada uma quando existe, o que a norma portuguesa manda evitar e os sinais que transformam «tensão alta» em urgência.
Não está aqui um plano de tratamento. Escolher fármacos, ajustar doses, decidir se um valor concreto exige mudança de terapêutica ou investigar uma causa secundária exige história clínica, exame e análises: é trabalho clínico, feito com o doente à frente. Também não substituímos a consulta de obstetrícia — a norma exclui expressamente as grávidas do seu âmbito.
Se a dúvida é sobre um valor específico medido hoje, o caminho é a Linha SNS 24 — 808 24 24 24 — ou o médico de família. O panorama geral do tema está no guia da tensão alta.
Os truques de cinco minutos ficam de fora, e não é por acaso
Porque a procura por eles é o sintoma, não o problema a resolver. As pesquisas em português estão cheias de «imediatamente», «na hora», «em 5 minutos» — e quem escreve conteúdo sabe disso. Servir uma lista de truques dá cliques e cria exatamente o comportamento errado: alguém com valores de emergência a testar receitas em casa em vez de ligar 112.
Também não publicamos uma dose recomendada de suplemento. As doses eficazes dos ensaios são públicas e estão citadas acima, mas transformá-las em conselho pessoal — quanto tomar, com que medicação, durante quanto tempo — é precisamente o que separa uma redação de um vendedor. Quem já toma anti-hipertensores tem interações a considerar, e isso não se decide por um artigo.
O que damos são os números e a fonte de cada um. A decisão é de quem os lê, com o médico ao lado.
Fontes utilizadas
- Direção-Geral da Saúde. Norma n.º 001/2026, de 04/03/2026 — Abordagem diagnóstica e terapêutica da pessoa com hipertensão arterial (ponto 4, ponto 20, itens 21-31, Fundamentação Científica D-F, Anexo III/Quadro 3). dgs.pt
- Organização Mundial da Saúde. Sodium reduction — fact sheet (consumo recomendado, consumo real de 2021, fração de hipertensão atribuível ao sódio). who.int
- Meta-análise da dieta DASH, 2014 — 17 ensaios aleatorizados, 2 561 participantes (Nutrition, Metabolism and Cardiovascular Diseases, PMID 25149893). pubmed.ncbi.nlm.nih.gov
- Meta-análise da dieta DASH modificada, 2021 — 10 ensaios aleatorizados (Frontiers in Nutrition). PMC8452928
- Ried K. et al. Effect of garlic on blood pressure: a systematic review and meta-analysis. BMC Cardiovascular Disorders, 2008;8:13. PMC2442048
- Meta-analysis on the safety and efficacy of long-term garlic consumption as an adjunctive treatment for hypertension. Frontiers in Nutrition, 2025 — 20 ensaios, 970 participantes. PMC12698422
- Ellis L.R. et al. A systematic review and meta-analysis of the effects of Hibiscus sabdariffa on blood pressure and cardiometabolic markers. Nutrition Reviews, 2022;80(6):1723-1737. academic.oup.com
- Ensaio aleatorizado, duplamente cego, de 12 semanas com Melissa officinalis (BMC Complementary Medicine and Therapies, 2023) — ansiedade e depressão versus tensão arterial. PMC10152712
- Direção-Geral da Saúde. Informação n.º 009/2014, de 29/12/2014 — Processo Assistencial Integrado do Risco Cardiovascular no Adulto, Anexo 13: contraindicação da nifedipina sublingual, captopril sublingual não recomendado, ausência de vantagem na descida rápida da tensão e redução gradual em 24-48 horas na urgência hipertensiva. dgs.pt
Meta-análise de dose-resposta do hibisco (2025, 26 ensaios, 1 797 participantes) citada para a duração mínima dos ensaios: sciencedirect.com. Os dados de Ettehad et al. (The Lancet, 2016) e Rahimi et al. (The Lancet, 2021) são citados através da Norma DGS n.º 001/2026, fonte 1.
Perguntas frequentes
Como baixar a tensão rapidamente?
Como baixar a tensão rapidamente?
Não existe forma segura e comprovada de baixar a tensão arterial em minutos em casa. As medidas com efeito medido — sal, peso, exercício, álcool, padrão alimentar — atuam ao longo de semanas a meses. Se os valores estão em 180/110 mmHg ou acima e há sintomas, o caso é de emergência hipertensiva e resolve-se no serviço de urgência, ligando 112.
Como baixar a tensão em casa, sem medicação?
Como baixar a tensão em casa, sem medicação?
Com as medidas que a Norma DGS 001/2026 lista: sal abaixo de 5 g por dia, mais fruta e legumes, padrão alimentar mediterrânico, álcool abaixo de 100 g por semana, 150 minutos semanais de exercício moderado, peso dentro de um IMC de 20 a 25 e cessação tabágica. Em conjunto com o exercício, a alimentação pode valer quase 10 mmHg — o suficiente para controlar sozinha alguns casos de tensão elevada, mas não para substituir medicação já prescrita.
O que fazer quando a tensão sobe de repente?
O que fazer quando a tensão sobe de repente?
Primeiro verificar se há sinais de alarme: aperto no peito, respiração difícil, visão alterada, dor de cabeça violenta, perda de força ou confusão. Havendo, liga-se 112. Não havendo, repete-se a medição depois de cinco minutos sentado a descansar, porque susto, esforço ou café acabado de beber sobem o valor lido. Um valor isolado alto não é diagnóstico, mas valores ≥180/100 mmHg pedem avaliação clínica no próprio dia.
Que chá faz baixar a tensão arterial?
Que chá faz baixar a tensão arterial?
O chá com meta-análises próprias sobre tensão é o de hibisco (Hibiscus sabdariffa): 17 ensaios aleatorizados reunidos em 2022 mostraram −7,10 mmHg na tensão máxima, sem efeito estatisticamente significativo na mínima. Os detalhes, incluindo o que as revisões não conseguem confirmar, estão em chá de hibisco e tensão.
O alho faz baixar a tensão arterial?
O alho faz baixar a tensão arterial?
Nos ensaios clínicos, em pessoas que já tinham hipertensão, sim: −8,38 mmHg na máxima numa meta-análise de 11 ensaios, e −8,7 mmHg numa atualização de 2025 com 20 ensaios. Em população mista, hipertensa e não hipertensa, o efeito é bastante menor. As doses usadas foram de 600 a 900 mg diários de pó de alho, quantidade que muitos produtos à venda não declaram.
A canela ou beber água fazem baixar a tensão?
A canela ou beber água fazem baixar a tensão?
Não encontrámos, nas fontes que reunimos para esta página, nenhuma meta-análise ou norma que atribua efeito sobre a tensão arterial à canela ou ao aumento da ingestão de água. São pesquisas frequentes em Portugal, mas sem base nos documentos consultados — e ausência de dados não é o mesmo que prova de efeito.
Quem tem tensão alta tem de deixar o café?
Quem tem tensão alta tem de deixar o café?
Segundo a norma de 2026, não: o hábito de tomar café não surge ligado a risco cardiovascular acrescido. O que o documento manda cortar são as bebidas energéticas com taurina. Fica só uma regra prática: nada de café na meia hora que antecede uma medição, sob pena de o número sair mais alto do que é.
Como baixar a tensão mínima?
Como baixar a tensão mínima?
Não há medidas específicas para a mínima. Chamamos «mínima» ao que a medicina chama diastólica, e as mesmas intervenções atuam sobre os dois números: o padrão alimentar DASH baixou a mínima em −3,54 mmHg e a máxima em −6,74 mmHg na mesma meta-análise, e a combinação de dieta com exercício é dada como capaz de baixar a mínima até 6 mmHg. O alvo de tratamento da norma para a diastólica é 70 a 79 mmHg.
A tensão sobe mesmo tomando os medicamentos. O que fazer?
A tensão sobe mesmo tomando os medicamentos. O que fazer?
Levar o caso ao médico antes de alterar o que quer que seja. A norma chama a atenção para a pseudo-resistência — medicação tomada de forma irregular, efeito de bata branca, medição mal feita, tratamento nunca ajustado — que explica boa parte destes casos e se resolve sem fármacos novos. Quando a tensão se mantém acima de 140/90 mmHg com três classes em dose máxima tolerada, fala-se de hipertensão resistente e está indicada referenciação para um centro com experiência.
Como baixar a tensão na gravidez?
Como baixar a tensão na gravidez?
Esta página não responde a essa pergunta, e a razão é explícita: a Norma DGS 001/2026 exclui as grávidas do seu âmbito de aplicação. A vigilância da tensão na gravidez tem orientações separadas e faz-se no acompanhamento obstétrico — as medidas gerais descritas nesta página não são transferíveis para aí sem avaliação médica.
Quanto tempo demora a tensão a descer com mudanças de estilo de vida?
Quanto tempo demora a tensão a descer com mudanças de estilo de vida?
As fontes trabalham numa escala de semanas a meses. A norma portuguesa reavalia o efeito de um tratamento entre 1 e 3 meses depois de iniciado, e nos ensaios com hibisco os resultados mais consistentes apareceram acima das 4 semanas. Nenhuma das fontes que reunimos indica um prazo próprio para cada medida isolada.